Que profissões estão em alta por causa do ESG? Salários chegam a R$ 28 mil


Especialistas são unânimes ao afirmar que o futuro será sombrio para empresas que não se preocupam com o meio ambiente, com as pessoas e com a ética de seus processos – três valores sumarizados na sigla ESG (abreviação em inglês para “Ambiental, Social e Governança”).

Mas esse novo modelo de gestão não tem um impacto positivo apenas para o mundo: ele também está aquecendo o mercado de trabalho para profissionais de diversas áreas.

De acordo com especialistas, um gerente executivo de ESG recebe, em média, R$ 28 mil mensais – motivada, em parte, pela escassez de mão-de-obra no setor. Essa é uma das principais barreiras para implementar esse tipo de gestão, segundo 55% das empresas pesquisadas pelo Guia Salarial 2023 da Robert Half (uma das maiores empresas de recrutamento do mundo).

“Entre 2019 e 2022, triplicamos as contratações para ESG, seja em posições ligadas à temática ou com essa nomenclatura propriamente dita”, conta Ricardo Welikson, sócio da EXEC, consultoria de recursos humanos especializada em seleção e desenvolvimento de executivos e conselheiros.

“Notamos tanto o apetite de contratação por parte das empresas quanto o aumento no número de profissionais querendo se especializar para estar à frente de uma posição ESG”, confirma Ana Carla Guimarães, diretora de negócios da Robert Half.

Até mesmo um novo cargo tem aparecido com mais frequência nas empresas, o de Chief ESG Officer. É ele o responsável pela gestão da estratégia de sustentabilidade corporativa, avalia riscos e oportunidades e dá suporte à comunicação entre todos os stakeholders (partes impactadas pela atividade de uma empresa).

Outra boa notícia é que área de ESG oferece muitas possibilidades, já que é relevante em praticamente todos os segmentos do mercado, de bancos e fundos de investimento a bens de consumo, passando por energia, logística, saúde e tecnologia.

Empresas buscam experiência e soft skills

A relevância cada vez maior do tema é a principal explicação para a crescente demanda por profissionais para atuar na área. Mas também há uma outra: embora os temas envolvidos sejam velhos conhecidos das empresas, a área de ESG é relativamente nova, e são poucas as pessoas capacitadas nos três pilares da sigla.

Para ajudar a suprir essa carência, já começam a surgir cursos livres e de pós-graduação mais generalistas. Mas, por enquanto, o que mais conta é ter experiência na área.

As empresas valorizam ainda soft skills como capacidade de articulação e persuasão, dinamismo, facilidade de relacionamento, habilidade política e resiliência. Mas Rafael Souto, especialista em carreira e sócio-fundador da consultoria Produtive, prefere chamá-las de power skills. “Afinal, trata-se de uma pauta que gera impacto, desconforto e questionamentos e lida com questões que demoram para mudar e têm impactos de longo prazo.”

“Também busco pessoas que tenham os valores do ESG como um propósito de vida”, diz Paulo Dias, diretor executivo da empresa de recrutamento Page Group.

Esse, aliás, é um dos principais fatores que motivam a atuação na área. Na edição deste ano do Workmonitor, estudo global da consultoria Randstad com mais de 30 mil trabalhadores de 34 países, quase metade dos entrevistados brasileiros disseram não aceitar atuar em uma empresa que não estivesse alinhada com os seus valores.

Para as gerações mais jovens, temas relacionados, como diversidade e inclusão, também são prioridade. Cerca de 49% da geração Z e 46% dos millennials disseram que não gostariam de trabalhar para uma empresa que não fizesse esforços nessas áreas.

“Esses dados comprovam que os profissionais, principalmente os mais jovens, querem carreiras que tragam bem-estar e que as entregas do dia a dia tenham propósito”, afirma Priscila Magalhães Eleutério, gerente de recrutamento e seleção da divisão de Technologies da Randstad Brasil.

“As empresas que entendem isso garantem aumento da produtividade, redução do turnover e maior engajamento dos colaboradores – e esse é exatamente o papel do profissional de ESG”, afirma a executiva.

Enquanto o mercado se especializa no assunto, as empresas correm para fazer seus diagnósticos e corrigir suas falhas, tarefa que demanda profissionais técnicos. Confira a seguir as áreas que ficam em alta com o boom do ESG.

Administração de negócios e engenharia

“Administradores e engenheiros formam grande parte dos profissionais envolvidos em ESG por conta de sua visão do impacto dessas ações nos resultados dos negócios”, acredita Lina Nakata, professora da FIA Business School. “Profissionais de outras áreas que enxergarem isso também terão mais sucesso.”

Ambiental

Engenheiros ambientais, químicos, físicos, ecólogos e especializados em gestão ambiental ganham espaço pela importância crescente de ações de sustentabilidade, decorrentes dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU).

Financeiro

Esses profissionais são os principais responsáveis por ajudar as empresas a conquistar certificações responsabilidade ambiental e social, que trazem benefícios financeiros e fiscais. A área financeira também atua com transparência de processos e contratos, ética e prestação de contas a acionistas.

Jurídico

Advogados especializados em compliance lidam com questões fundamentais para a boa governança de uma empresa, como leis anticorrupção e de proteção de dados.

Logística

São os profissionais capacitados para analisar toda a cadeia de uma empresa e fornecer diagnósticos sobre origem de matéria-prima, tratamento de dejetos, uso de combustíveis fósseis. São fundamentais para mapear a pegada de carbono.

Marketing e Comunicação

Garante que as políticas da empresa sejam transmitidas não só aos funcionários e outros stakeholders, mas também à sociedade.

Recursos Humanos

Lida com o S da sigla, já que atua em prol da diversidade e inclusão, igualdade de oportunidades, melhores condições de trabalho e, muitas vezes, com ações junto à comunidade.

Tecnologia

Além de desenvolverem produtos e outras inovações que gerem menor impacto ambiental, os profissionais de TI têm papel importante em questões de governança corporativa. Sistemas de ERP (software de planejamento de recursos empresariais), por exemplo, precisam segui-la e são desenvolvidos com base em riscos e impactos dentro da estrutura da empresa.

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