Pós-graduação torna-se peça fundamental para aumentar renda profissional


Matéria com entrevista de Rafael Souto publicada na Gazeta do Povo em 25 de janeiro:

Especialistas indicam que plano de carreira pode ser um instrumento poderoso para combater o desemprego e crescer na profissão

Ricardo Sabbag

Uma pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) indica que cada ano de estudo completo aumenta o salário do profissional em uma média de quase 15%. Mesmo em uma conjuntura econômica em que cerca de 12 milhões estão desempregadas no Brasil, de acordo com o IBGE, o estudo da FGV, divulgado em outubro passado, aponta que quem tem mais educação formal está perdendo menos do que quem tem menos educação formal.

Isso significa que mesmo em um cenário de dificuldades econômicas, fazer uma pós-graduação pode ser uma boa saída para quem precisa encontrar emprego ou melhorar sua renda. “Todos os estudos mostram que um profissional com pós-graduação ganha mais, proporcionalmente, do que quem não faz. Não só pelo título, mas porque adquire conhecimento e consegue crescer”, afirma o CEO da Produtive, consultoria de recrutamento e recolocação profissional, Rafael Souto.
Em um mercado saturado pelo excesso de profissionais à disposição e pela redução de postos de emprego, os cursos de pós-graduação estão deixando de ser apenas um diferencial na formação profissional para se tornar praticamente um requisito para quem deseja crescer profissionalmente em tempos de crise. “As empresas não têm mais espaço para profissionais de baixa produtividade”, diz Souto. Segundo uma análise conduzida pela Produtive, profissionais com uma pós-graduação tiveram um aumento de renda de 14,1% em 2015 em comparação com o ano anterior. Já executivos que investiram em mais de uma pós obtiveram um aumento médio de 17% na remuneração.

“Não existe um amplo mercado para quem não se especializa”, afirma Carolina Walger, professora do curso de Gestão em Recursos Humanos da Uninter e especialista em gestão estratégica de pessoas. “A pós-graduação é importante para o profissional escolher entre ser um especialista ou um generalista”, diz. O especialista, explica Carolina, é aquele profissional que se aprofunda em determinado tema e, por isso, tende a não ocupar cargos de gestão. Já o generalista busca uma visão mais ampla e sistêmica e pode procurar por oportunidades como gestor. A Uninter oferta 68 cursos de pós-graduação à distância, atendendo todo o Brasil, além de 22 cursos presenciais e três semipresenciais.

Plano de carreira tornou-se instrumento essencial
Para auxiliar o profissional a fazer as escolhas mais adequadas, o plano de carreira tem se mostrado um instrumento essencial na colocação e recolocação de profissionais. O plano de carreira constitui-se em uma lista de objetivos profissionais a serem alcançados em médio e longo prazo e de metas para se atingir esses fins. “Planejamento é chave para melhorar a performance da carreira independentemente da crise”, avalia Rafael Souto. “Se o plano melhora competências, melhora condições de produtividade, tornando as chances de sucesso maiores, ainda mais em tempos de crise. Uma das dimensões do profissional de sucesso é ter uma melhor chance de controle do seu futuro”, completa.

O plano de carreira não é uma ferramenta exclusiva para profissionais recém-formados ou para experientes. “Vale para os dois. O plano é um conjunto de reflexões que se transformam em ações para formar a vida profissional. A diferença é que o jovem profissional ainda não consegue ter muita clareza das ações no mesmo nível do profissional experiente, que tem uma área de atuação definida”, diz Souto.
Segundo o consultor, o plano de carreira do jovem profissional deve iniciar com reflexões gerais, do tipo “o que imagino para a minha vida?” e “quero ser um empreendedor ou um executivo?”, e transformar essas repostas em ações práticas. Já o profissional experiente deve refletir sobre seu passado profissional e pensar em projetos a serem executados dentro de ciclos de cinco e dez anos.
Quando é o melhor momento para se iniciar uma pós?
A elaboração do plano de carreira em momento de crise tem feito com que os recém-formados encarem mais um desafio em sua vida profissional: é melhor iniciar uma pós logo que terminada a graduação ou convém esperar alguns anos? “Temos dois perfis de alunos: aquele que ao terminar a graduação já começa a pós-graduação e ganha tempo e aquele que quer esperar e retornar depois. O fator tempo que acaba pesando”, afirma Carolina Walger. A pausa pode ser benéfica considerando que o mercado exigirá maturidade e o profissional pode escolher o direcionamento mais adequado à sua carreira.
O momento da escolha da pós-graduação também é oportuno para quem deseja dar um novo direcionamento à carreira. “Alguém que tenha se graduado em Pedagogia, por exemplo, pode fazer uma especialização em gestão empresarial. Assim, pode tanto trabalhar em escolas quanto no mundo corporativo, unindo os dois cursos”, conclui Carolina.

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