Os mais disputados no mercado


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Artigo de Rafael Souto publicado na edição de 6/janeiro do jornal Zero Hora:

Thomas Malone, professor da escola norte-americana MIT, desenvolveu um conceito que nos ajuda a compreender a dinâmica do mercado de trabalho.

 
Ele diz que vivemos na era da “hiperespecialização”. Ao contrário do que muitos falam, o mercado não contrata pessoas com visão de longo prazo, perfil generalista e compreensão holística. Isso até pode ser um complemento, mas o modelo das contratações é cada vez mais especializado.

 
A teoria de Malone afirma que as atividades altamente especializadas que eram comuns no início da era industrial chegaram com força total no século 21. Os executivos estão pressionados por resultados de curto prazo num ambiente altamente competitivo. A dificuldade de alcançar as metas vem se agravando com crises constantes, instabilidade política, custos crescentes e todas as mazelas que conhecemos.

 
Com isso, os contratantes não querem mais investir para colher resultados no médio prazo. Buscam pessoas para atingir objetivos imediatamente.

 
Os profissionais mais disputados são especialistas numa área. E essa área é o que chamamos de “eixo funcional de carreira”. Como exemplo, as áreas de finanças, marketing, recursos humanos, tecnologia da informação ou comercial. As pessoas mais competitivas têm conhecimentos sólidos num desses segmentos. São profissionais hiperespecializados. A complexidade das atividades e a profundidade do conhecimento são tão altas que tornam pouco provável uma pessoa ser competitiva em mais de uma área.

 
A visão sistêmica das outras áreas de negócios é um complemento importante. Porém, a chave da competitividade é o “foco”. Sem que esteja bem definido, o profissional tem muita dificuldade de crescer e quando está desempregado, o retorno ao mercado é muito mais difícil.

 
Visão generalista, sistêmica e de longo prazo fazem parte do jargão corporativo e embelezam a descrição dos perfis nas redes sociais. Na prática, as empresas querem profissionais prontos. Falam de inovação, mas contratam sempre do mesmo jeito para minimizar os riscos dos chefes preocupados em não perder o emprego.

 
Nesse cenário marcado por incoerências e funcionando em modo de sobrevivência, nos resta seguir a teoria de Malone: desenvolva seu foco e incorpore a hiperespecialização como estratégia principal na gestão de sua carreira.

 

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