O futuro do emprego


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A partir desta sexta-feira, 11 de novembro, Rafael Souto tem uma nova coluna. Agora, o CEO da Produtive também para a Zero Hora. Confira o texto de estreia:

Vivemos uma era de profundas mudanças na economia mundial. No centro desse turbilhão está o ciclo do emprego. Nos anos de 1990, com o movimento de abertura da economia brasileira, iniciamos uma etapa que reformulou a ideia do emprego.
A lógica de carreira totalmente gerida pela empresa e uma zona de conforto em que o plano era se aposentar na organização foi sendo alterada para uma nova ordem.
As pessoas precisaram se preparar para o mercado mais competitivo, cuja premissa é cuidar da sua carreira. Nesse período, surgiu a expressão “empregabilidade”. Significa o nível de atratividade de um profissional no mercado.
O desejo de ter escolhas e buscar sua satisfação profissional também impulsionou a era da empregabilidade. Ter mais controle sobre sua carreira e não deixar a gestão de sua vida nas mãos da empresa foi um mantra do fim do século passado.
Nesse período, o norte-americano Jeremy Rifkin escreveu o livro O Fim dos Empregos. O influente economista afirmava que o emprego formal estava em sua jornada final e as pessoas deveriam encontrar outras formas de produzir e gerar renda. A ideia se mostrou exagerada. O emprego formal não parece terminar, mas o alerta sobre o risco de depender exclusivamente desse modelo para a vida toda é muito adequado.
A redução dos níveis hierárquicos, novas tecnologias, cortes de custos e crises cada vez mais frequentes vêm comprimindo o emprego formal. Além disso, temos um dado novo desse século: o aumento da longevidade. Estamos vivendo cada vez mais e o ciclo do emprego é finito. Os profissionais saem do mercado formal e têm mais 20 ou 30 anos em que podem e precisam produzir.
Nessa direção, o novo desafio da gestão de carreiras é encontrar alternativas de trabalho além do emprego tradicional. É a era da trabalhabilidade. Construir alternativas para gerar valor no mercado, como empreender, prestar consultoria, projetos part-time e diversas outras formas de produzir e gerar renda.
É uma mudança de modelo mental. Pensar em trabalho e não apenas em emprego. É uma estratégia de sobrevivência. O emprego continuará existindo. O problema é que ele termina na vida do indivíduo. É um ciclo finito. E a pergunta que se impõe para cada profissional é: quando minha empregabilidade desaparecer, quais serão minhas fontes de trabalho?

 

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