Excluir em vez de demitir: a violência silenciosa no trabalho

Artigo de Rafael Souto publicado para o Valor Econõmico

O quiet firing, ou demissão silenciosa, é a prática de excluir sistematicamente um profissional de decisões e reuniões sem desligá-lo formalmente, visando forçar sua saída voluntária por exaustão. No cenário internacional, a psicologia organizacional define esse fenômeno como ostracismo no trabalho, uma forma de violência invisível que substitui a transparência e o diálogo pela procrastinação da decisão de demitir. Diferente de transições estratégicas legítimas, essa prática esvazia o papel do colaborador enquanto mantém o vínculo formal ativo.

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