NEWSLETTER CARREIRA EM DEBATE – AGOSTO 2016


“Trabalhabilidade e carreira: novas tendências do mercado”. Este foi o tema da palestra de Rafael Souto, CEO da Produtive, na edição 2016 do CONARH – maior evento de Gestão de Pessoas da América Latina, realizado pela ABRH-Brasil (Associação Brasileira de Recursos Humanos) –, que aconteceu na capital paulista entre os dias 15 e 18 de agosto.

Carreira em nuvem, hiperespecialização e visão global de negócios estiveram entre as tendências debatidas pelo executivo em sua apresentação.

Prepare-se para fazer uma “carreira em nuvem”, aprofundar o conhecimento do seu core e ter uma visão global dos negócios

Por Fabíola Lago

A palestra de Rafael Souto, fundador e CEO da Produtive – Carreira e Conexões, trouxe um novo olhar sobre a dinâmica do emprego em tempos de economias de ruptura, supremacia da gestão de dados e ciclos cada vez mais curtos dentro das empresas: a trabalhabilidade. Para isso, fez uma rápida retrospectiva das principais “ondas” sobre a carreira nos últimos cinquenta anos.

Se, nos anos 60, a perspectiva era de estabilidade, entrar em uma empresa como estagiário e chegar à presidência, com chegada da reengenharia, três décadas depois, o mundo do trabalho sofreu um grande baque. A palavra-chave passou a ser empregabilidade. Um profissional valia pelo seu valor no mercado, na procura, por parte das empresas, pela sua expertise. Para Souto, hoje vivemos um momento em que o profissional é múltiplo: ele pode dar aulas, ser consultor e ter, ou não, um emprego formal.

“Hoje, um profissional é reconhecido pela sua capacidade de gerar receita para uma empresa, pelo seu ativo intelectual, seja contratado formalmente, como consultor, seja contratado para um projeto, um período, em diferentes formatos. A isso, chamamos trabalhabilidade”, explica.

Souto também acredita que diante da complexidade do mundo atual, as empresas vão precisar cada vez mais de profundidade, em outras palavras, de especialistas sobre determinados assuntos. “É a pessoa com um core muito definido, mas também com uma visão global das várias áreas da organização. E além: conectado com as tendências de sua própria área. Em nossa consultoria, percebemos que esses são os que se recolocam mais rapidamente no mercado.”

Entre os exemplos de profissionais com esse perfil, Souto destacou os contadores, que se transformaram em controladores e, hoje, caso tenham inglês fluente, são, talvez, os profissionais mais procurados no mercado. “Um profissional de RH que esteja sintonizado com HR analytics, entenda de gestão de dados, uma ferramenta cada vez mais essencial na área, também terá muito mais trabalhabilidade”, destaca.

A carreira como uma ascendência hierárquica linear também é outro modelo em extinção, segundo o CEO da Produtive. Entra em cena a “carreira em nuvem”. Uma flexibilidade por parte dos profissionais, e das empresas, de se trabalhar em áreas diversas, a depender da demanda de determinados projetos. E sem promoção de cargos, como seria a remuneração? “Esse é um ponto importante de reflexão para o RH. Mas pode ser variável, de acordo com o projeto realizado, por exemplo”, sugeriu Souto.

Segundo pesquisa realizada na Produtive, depois dos 50 anos de idade a recolocação profissional em uma empresa é muito mais difícil. Por isso, é fundamental fazer o planejamento da carreira com pelo menos cinco anos de antecedência. “Hoje, nos grandes centros, a expectativa de vida chega aos 85 anos de idade. Ou seja, depois de sair da uma empresa, são mais 20 ou 30 anos. O que fazer durante esse período? É preciso criar novas formas de trabalho”, pontuou o consultor.

Miguel Bermejo, Diretor de Recursos Humanos América Latina do Hyatt, é o nosso convidado para compartilhar outras tendências apresentadas no CONARH.

“O 42º CONARH – Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas encerrou em 18 de agosto com a certeza de que todos saíram do evento inspirados e com a sensação de quatro dias intensos de aprendizagem, conhecimento, relacionamento, novas conexões e negócios.

Com o tema Gestão que inspira pessoas que conquistam, foi encorajador ver que o Brasil tem um time de ouro para abordar temas como ética, felicidade, saúde e futuro.

Em sua primeira vinda ao Brasil, a pesquisadora mexicana da felicidade Nicole Fuentes destacou que “É importante entender o vínculo forte da felicidade dos colaboradores com o compromisso que as pessoas têm com a sua empresa e com a qualidade do seu trabalho”. Ela citou estudos segundo os quais, em pessoas felizes, o cérebro produz mais serotonina, dopamina e oxitocina, que têm efeitos positivos na capacidade de solucionar problemas, na aprendizagem, em reter e recuperar informações, no poder de análise e na detecção de oportunidades. Ela falou como os laços sociais afetam a felicidade no dia a dia. Estamos cabeados para conectar-nos com os outros e por isso é muito importante ter um amigo no trabalho e praticar o agradecimento no dia a dia. Será que o Gestor de Pessoas deva transformar-se em Gestor da Felicidade na organização?

Outra tendência interessante foi explicitada pela guatemalteca Nathalie Trutmann – que deixou seu trabalho de executiva para sentir-se vulnerável, já que “grandes coisas nunca virão de ficar na zona de conforto”. Ela nos instigou a ser autênticos, íntegros e vulneráveis, já que isto nos permitirá estar abertos à aprendizagem. Nathalie nos mostrou como algumas organizações estão instaurando a figura do Chief Potential Officer, que não é mais que o Diretor do Potencial Humano, para trabalhar o poder da influência de um ser humano influenciar ao outro.

Exploramos como a GE utiliza as Constelações Organizacionais para resolver conflitos e experimentamos como o Deutsche Bank ajuda seus executivos com a meditação.

Finalmente conseguimos incorporar ao longo do congresso como é importante olhar a saúde, desde uma perspectiva holística, que ajude os colaboradores das organizações a estarem mais saudáveis física e mentalmente. Quando colocarmos o foco na solução no lugar do problema, parece que nossos custos com saúde serão minimizados.

O broche de ouro foi sair inspirados pela capacidade que temos como gestores de pessoas, para ajudar construir na era da “trabalhabilidade”, um mundo cheio de possibilidades.”

 

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