Condenados sem apelação


Na edição de março da revista Você S/A, Rafael Souto, CEO da Produtive, discorre sobre o cuidado que o profissional precisa ter em sua carreira a fim de evitar uma imagem manchada no mercado.

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A reputação compreende o grau de confiança que o mercado deposita numa pessoa. Ela está intimamente ligada à imagem da organização para a qual o profissional trabalha ou já prestou serviços. O ponto de atenção é o quanto a percepção do mercado sobre uma empresa se transfere para a imagem do profissional.

Em tempos de Lava-Jato, o risco de contaminação de uma carreira pela transferência de reputação da empresa é enorme. O mercado é muito mais cruel do que a justiça.

No sistema judiciário, um inocente dificilmente é condenado. Temos um amontoado de instâncias e recursos que permitem aprofundar a responsabilidade de cada pessoa na gestão de uma empresa. Já no mercado de trabalho a condenação é cruel e silenciosa. Ao menor sinal de fumaça, uma carreira pode ser joagada na lata do lixo.

Um profissional que atua numa companhia com imagem comprometida por escândalos de grande notoriedade ou percebida como não confiável está condenado. Não é chamado para entrevistas, não recebe retorno e nem saberá o porquê. Essa mácula silenciosa ocorre todos os dias nas empresas de recrutamento, na área de gestão de pessoas e na mesa de decisão sobre contratações.

O mais dramático é a generalização – concluir que todos os funcionários de uma empresa valem menos porque a alta gestão cometeu práticas ilegais. Mas não adianta achar injusto. Uma regra básica de contratação é minimizar os riscos. Na dúvida, as empresas não contratam.

O efeito colateral é o impacto na carreira dos profissionais que lá trabalham e ficam expostos a esse profundo desgaste de imagem. São rotulados pelos erros da empresa sem aprofundar sua real responsabilidade.

Por isso, uma das questões mais relevantes para se decidir trabalhar numa organização é medir esse risco. Não adianta estar num ótimo projeto se a empresa estiver no penhasco da falta de credibilidade.

Cabe a cada profissional avaliar profundamente uma empresa antes de aceitar uma proposta de trabalho. Essa análise não é simples porque o processo seletivo funciona como um jogo de sedução. A organização costuma enfeitar a oportunidade e vender sua proposta como a chance da vida do profissional. Por isso, é preciso analisar a reputação da empresa no mercado, a percepção de ex-executivos e conversar com pessoas que conheçam o setor no qual a empresa atua. Ainda assim, o risco é alto.

Se mesmo com todos esses cuidados você descobrir algo grave sobre sua empresa e não tiver como alterar o rumo dos negócios, o melhor é buscar outro trabalho para não acabar condenado pela irresponsabilidade de outras pessoas.

 

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