A diversidade nas empresas precisa ser um retrato fiel da vida como ela é


Pesquisas apontam que a inclusão de perfis cognitivos e grupos sub-representados é uma forma de impulsionar inovação nas companhias

 

Não é de hoje que especialistas ao redor do mundo defendem que a diversidade fortalece a inovação e a criatividade nas organizações, mas a causalidade, sempre foi mais difícil de provar. Porém, estudos recentes dão pistas concretas dessa relação. Segundo a Korn Ferry, empresa global de consultoria organizacional, companhias diversificadas e inclusivas têm 76% mais probabilidade de ver ideias serem produzidas e têm receitas de inovação 19% mais elevadas. Outra investigação, agora da Harvard Business Review, mostra que as equipes resolvem problemas de forma mais rápida quando são diversificadas em termos de idade, etnia, gênero e cognição. A diversidade cognitiva, por exemplo, pode aumentar a inovação em até 20%, segundo a Deloitte.

 

Para formar um grupo verdadeiramente diverso, as empresas devem trabalhar com intencionalidade desde o recrutamento e seleção, e olhar o tema tendo como base dados mais profundos como questões demográficas, sociais e neurodigergências, além de idade, raça, gênero e todas as suas interseccionalidade. No entanto, o que acontece é que a maioria das empresas ainda não leva em conta a composição completa da nossa sociedade.

É fundamental ressaltar, também, que a diversidade nos negócios não significa apenas cumprir cotas, mas sim reunir as melhores equipes com diferentes experiências e perspectivas. As organizações mais estratégicas já perceberam que a diversidade não é apenas uma questão de justiça social, mas uma estratégia para fomentar o desenvolvimento de novas ideias. Afinal, ao pensar em desenvolver produtos ou serviços, por exemplo, é natural que uma ampla gama de experiências, perfis e comportamentos impulsione novos pontos de vista.

 

Há mais evidências que comprovam essa lógica. Há décadas estudando o assunto, a consultoria McKinsey, divulgou recentemente seu quarto relatório sobre a importância da diversidade para o resultado dos negócios. Foram ouvidas 1.265 empresas, em 23 países, e o resultado aponta que as empresas com maior diversidade étnica e de gênero nos seus Conselhos de Administração têm 27% mais probabilidade de apresentar um desempenho financeiro superior. Ou seja, investir em DEI precisa ser uma preocupação que também chega ao topo da pirâmide e se correlaciona com um melhor poder de mudança na companhia como tudo. Isso, por sua vez, está ligado ao cascateamento para as demais lideranças e ao engajamento dos funcionários.

 

Cada vez mais empresas notam a ligação entre os pontos e percebem que além da diversidade que prioriza grupos sub-representados, a diversidade cognitiva é uma forma de navegar pelos cenários complexos, voláteis, mutáveis e ambíguos em que vivemos. Por meio dela, obtemos um capital humano que integra diferentes visões de mundo, culturas, experiências e conhecimentos, com alta adaptabilidade e capacidade de resolver problemas.

 

Por isso, cabe às lideranças estimular esses encontros de histórias diferentes e preservar a segurança psicológica das equipes, para que cada um possa ser exatamente quem é, sem medo ou julgamento. Desta forma, os times notam na prática o comprometimento com a diversidade em todos os aspectos e tem mais probabilidade de propor novas ideias, tentar formas diferentes de trabalho e melhores práticas. A diversidade precisa, de uma vez por todas, retratar a vida como ela é fora do ambiente corporativo.

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