Os sinais de que você passou dos limites no networking

7 de maio de 2012

Quando o assunto é networking há duas situações extremas: o profissional que não sabe como criar uma rede de relacionamentos e aquele que exagera e chega a colocar em risco sua carreira. Como saber o limite? “Quando o profissional cultiva os relacionamentos e não deixa de fazer o seu trabalho”, afirma Rafael Souto, CEO da Produtive.

Para Mariá Giuliese, diretora executiva da Lens & Minarelli, empresa especializada em outplacement, atenção para o profissional que gosta de ser visto e de aparecer em inúmeros eventos.

Corre se o risco de ser rotulado por colegas de trabalho e no mercado de sua área como um profissional que tem necessidade de se afirmar, “e pode acabar criando o efeito contrário: em vez de aproximar, afasta”, diz.

Souto conta que conheceu um CIO (Chief Information Officer) que foi desligado da empresa porque participava excessivamente de eventos de tecnologia e deixava de concluir suas tarefas dentro da empresa. “Ele estava muito mais empenhado em ‘se vender’ do que realmente usar a rede de contatos em prol do trabalho”, explica.

Criar uma intimidade quando o momento não permite, se expor em assuntos pessoais, exagerar na abordagem, sacar o cartão sem avaliar se convém se apresentar ou não, interromper uma conversa para palpitar, são alguns exemplos de atitudes que não são bem vistas. “É aquele profissional que quer estar em todos os eventos e ser amigo de todo mundo”, resume Souto.

Ambos afirmam que fazer networking de forma efetiva é preciso levar em conta os projetos nos quais está envolvido. Quando não há troca de informações e ideias, o profissional pode acabar se queimando, pois fica claro que ele só está interessado em fazer contato em benefício pessoal.

Nas redes sociais

Souto afirma que é preciso estender o bom senso para o meio virtual, “não faça pelas redes sociais o que você não faria ao vivo”, resume.

Por isso, ele recomenda que profissionais evitem fazer propaganda pessoal de forma exagerada e participar de vários fóruns de discussão no LinkedIn, por exemplo. Principalmente, quando estes não têm nada a contribuir.

Também é preciso cuidado para evitar mandar incessantemente convites e mensagens para conexões desconhecidas. “Se mandou duas vezes e não houve resposta não é preciso mandar dez vezes”, afirma Souto.

Fonte: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/os-sinais-de-que-voce-passou-dos-limites-no-networking

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Especialistas afirmam que a melhor resposta tem que

aliar realizações profissionais com o cargo pretendido

(Reportagem publicada no portal exame:     http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/entrevista-de-emprego-por-que-voce-deve-ser-contratado?page=2&slug_name=entrevista-de-emprego-por-que-voce-deve-ser-contratado)

Camila Lam, de 

Executivos conversando

O candidato precisa citar feitos para chamar a atenção do entrevistador durante a resposta.

São Paulo – Perguntas como ”por que devo contratar você” ou “por que você é melhor que os seus concorrentes?” são parecidas com a pergunta do título e recorrentes nas entrevistas de emprego. O candidato tem que estar ciente que o entrevistador só quer saber de uma coisa: se você realmente é a pessoa ideal para a vaga.

  • Lea Federmann, recrutadora do setor Construção e Infra-Estrutura e sócia da 2GET, explica que a instrução é clara, o candidato tem que brilhar aos olhos do entrevistador. Na hora de responder, ela afirma que a resposta pode custar uma contratação.

Confira abaixo, as recomendações dos especialistas:

Preparação

Antes de qualquer entrevista de emprego, uma pesquisa prévia sobre a empresa e sobre sua experiência profissional é indispensável. Para os especialistas, esse ponto deve ser constantemente lembrado pelos candidatos.

“Existem pessoas que chegam à entrevista despreparadas e não sabem se vender. Não é porque teve uma atuação generalista durante toda a carreira que pode falar ‘faço de tudo um pouco’”, explica Lea.

Para Gerson Correia, sócio da Talent Solution, é visível quando o candidato não se preparou. “Um profissional despreparado é inseguro e não consegue mostrar para o entrevistador quais são os seus diferenciais”, diz.

A pesquisa, entretanto, tem que ir além dos valores e da missão da empresa. Rafael Souto, CEO da Produtive, explica que o candidato tem que coletar informações do mercado, do histórico da empresa e pensar em longo prazo como ele poderá contribuir com suas competências.

Lea lembra de um profissional que diante dessa pergunta, disse que gostava do desafio do empreendedorismo e detalhou sobre a última experiência, que foi um trabalho com startups. Por que ele acertou? “Ele justificou as afirmações com informações sobre ele e sobre o cargo. Como a vaga tinha relação direta com startups, ele foi o escolhido”, conta ela.

Construção da resposta

Segundo especialistas, para responder bem a essa pergunta, o candidato precisa ter capacidade de síntese, percepção e noção do que já fez e o que ainda pode fazer. Para Lea, o entrevistador quer saber informações práticas, ou melhor, sobre como o profissional “põe a mão na massa”.

“Quando faço e
ssa pergunta, espero que a pessoa seja consistente com aquilo que está falando, tenha auto confiança e um brilho nos olhos”, explica Correia.

Para Souto, a melhor linha de raciocínio é conectar a experiência e os feitos com a oportunidade. “Se o candidato vai entrar na área financeira, citar exemplos de atividades que foram realizadas e que combinam nessa área é um bom direcionamento”, diz.

Fique longe

Frases repetitivas não são bem vistas. Para quem está acostumado a fazer várias entrevistas, respostas formatadas como ‘quero um desafio diferente’ ou ‘você deve me contratar porque sou muito esforçado’ não acrescentam nada.

“Esse é o erro mais comum, pois a resposta fica vazia e subjetiva. A autopromoção não deve ser feita somente com frases carregadas de adjetivos”, afirma Souto. Para ele, o profissional tem a falsa impressão de que está atendendo às demandas da pergunta, mas não está.

Para Correia, a prolixidade faz com que o candidato dê muita volta e retome a assuntos que o entrevistador já sabe. E é um erro constante. Lea afirma que com o mercado aquecido, alguns candidatos são prepotentes, pois acreditam que a empresa tem de contrata-los somente pelo seu currículo.

VOCÊ/SA

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FGV

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